segunda-feira, 29 de maio de 2017

Reabilitação

Tenho que me desintoxicar de você
do meu maior vício
antes que desse precipício
me jogue sem te ver
Tenho que me desintoxicar de você
da minha melhor pior droga
que com meus sentidos joga
e faz meu próprio se corroer
Tenho que me desintoxicar de você
Mas não todo, quero resquício
resisto a qualquer auspício
gosto da certeza do não-prever
Não quero me desintoxicar de você
sem motivo, amo esse vício
e todo o male-bene-fício
do gozo de amar você.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Perfeita

De toda beleza natural
A tua mais me encanta
teu sorriso traz paz santa
teu corpo em harmonia musical

Tudo simetricamente composto
Em melódica harmonia
Que admiro por toda sinfonia
Alegria que sinto em ver teu rosto

Depois de admirar tanta beleza
A distância de nossos lábios estreita
E assim tenho a certeza
de que toda a Natureza é perfeita

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Invenção.

Tendo a concordar com Felisdônio
quando este disse certa vez, ao mestre
que as coisas que não existem,
são mais bonitas
Penso na inexistência... maravilho-me
com aquilo que fantasio,
por mais que isso seja invenção
fico feliz por não ser mentira.
mesmo que só pra mim.
assim como as lesmas
já é o bastante.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Cerap Mncaca

Canto sete vezes ao entardecer,
enquanto faço minha manhã.
Recolho-me às mentiras vitais
Ao sol nascer, momento de crepúsculo.
período de mente semi-sã.

Minha vida é como os escritos do mestre
90% invenção, só 10% é mentira
Não quero compreender a marcha e tocar
como já disse, preciso, um bom poeta

Até porque, como Felisdônio disse
certa vez ao mestre.
'as coisas que não existem são mais bonitas'







sábado, 19 de março de 2016

quinta-feira, 3 de março de 2016

Gosto tanto de você.

Eu gosto tanto de você.
Talvez mais do que devia,
Talvez mais do que possa
Talvez mais do que queiras
Talvez mais do que o certo

Mas ainda assim,
é menos do que quero.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Observações.

Tronco de Ipê não se contrai por frio
Orvalho de relva não se dá em quente
Cigarras festejam em falso no estio
Sapos não são bons repelentes.

Aranhas Lobo não sabem ver sol
Pinguins se unem sem Remendo
Adjetivos não cabem a rouxinol
Adjetivos não cabem a nada sendo.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Tuas Símiles

Assim como céu se abre
com o sol que brilha ao nascer
teus admiráveis lábios se movem
para teu brilhante sorriso aparecer.

Assim como flores em campos
que por estarem sobre os deixam ameno
Teus cabelos passam ao canto
combinando com o olhar sereno

Assim como céu, sol, flores e campos
formam a natura cena mais bem feita
tuas símiles, teu jeito e teu sorrir
te formam natura perfeita.

Que assim como os urbanos admiram-se
com cada estrela que brilha com gosto
Eu me enamoro sempre que vejo
Cada brilho de teu lindo rosto.

sábado, 11 de abril de 2015

Saudade Incomum

De ti sinto saudade incomum
Que tortura, mas faz bem
Que entristece mas faz sorrir
Qualquer coisa por você
é bom de sentir.

Não sei se é certo tanto sentir
Por não sermos apenas um
Mas bons meus são todos a ti
inclusive a Saudade Incomum






sábado, 21 de março de 2015

Vida.

Sempre ouvi que a vida é um progresso
ouvi de uma batata essa sentença
Que para esse progresso
é preciso aprender e amadurecer
deixar alguns sonhos pra trás
muitas vezes abrir mão do que se gosta,
e que nem sempre dá pra ser feliz
da nossa maneira.

Após ouvir isso
entendi porque as frutas apodrecem
logo depois de amadurecer
entendi por que a fauna se desencanta
e decidi que continuarei
no desaprendizado e no regresso.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Das inutilidades.

Não sei qual das duas,
das três, das quatro ou das sete.
Qualquer das oportunidades
A inutilidade repete.

Das inutilidades que tenho,
Que sou, que prego e desdenho.
Faz-se o leque.
Não importa qual, o certo é breve.

'Inutilidade é só opinião' - disse um alce
Talvez seja, talvez não.
Talvez opinião seja inútil.
Talvez meu viver seja fútil.

Talvez eu não deva ser uma ave.
Ou um humano, ou uma árvore.
Talvez a inutilidade seja um talvez.
ou um porém, ou só a minha vez.


O espontâneo

A maior dádiva natura.
O espontâneo, a beleza mais pura
lamento sentir de ti essa falta.
E por mais que escondo, e tento não expor
desde o meu interior isso me salta.

Sinto falta do espontâneo dos pandas,
das pardelas e até dos unicórnios.
Estes ainda pelo menos o são.

Há uma crise na dádiva natura?
Ou não há a ânima da beleza mais pura?
Talvez em alguns dos casos espero.
pelo menos naqueles que quero.

Devo ficar com esse espontâneo com falta
deixar o meu mostrar isso em alta.
Mas quem sou eu para estar certo?
Será que vale estar assim, mas perto?

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Culto

Sempre cultuei a ignorância.
O não saber, sem arrogância.
A pureza e inocência.
Sem a pretensão da ciência.

O não-sei e dito saber puro
sem regras, provas ou juro.
Sem querer domar a verdade
e apenas reproduzir bondade.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sorriso

Sempre amei os sorrisos
desde os expontâneos
sinceros e verdadeiros
até os forçados e omissos

Não falta beleza no sorriso
sim! São todos belos
uns mais, outros menos
Só o teu é perfeito, isso é certo.

Só tenho um simples problema
Inteiramente meu, ruim de pensar
é que nem sempre o perfeito sorriso
Eu consigo arrancar.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Dosibife

Hí umi ivo fotadi
Rtasro cem inogtai iralgadi
zet sa mosmi o zet lîe zolseu
iquenos quo do boi toniçîo mou oscureu.

mou image dosros mias deou
lîe celhocom, finim, fotom
o ivos solrom mias do quom daz mou
o michucidis, doscefai quo imom

ivo quo jí fotau sa mosmi
quo so retruti zet suis oscenhis
içêos, finis, do zet vopos sot quom ó
cem votgelhi do sa o sous solramolres

solramolres quo retruti o celfetri
odafacim o olrtasrocom
quo fizom i ivo zolsit osrit sé
o so tosumom om docozçîe

docozçîe cem i fiuli quo so daz imagi
zet setro cem quom diz imet lîe
osri sí inogtai cem ftoquôlcai
asse fiz i ivo so milrot veilde
settalde, etgunhilde, fonaz,
rolrilde o ztalcazinmolro imilde

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Aves

Há momentos na vida de ave
Que o voô não funciona como chave
Nem nos altos uma porta vá passar
É por que chegou hora de andar

Aves não têm medo do Alto
mas sim, do rasteiro, do caminhar
O andar sem dar um salto
Essa sensatez que faz a girafa ruminar

Aves pensam na sua natureza
O voar, as alturas, o brilho a Beleza
Aves sabem nadar, pisar no sem solo
parecem gostar dessa natureza sem colo

Aves não gostam de andar, mas é preciso
Tentam caminhar com pensar conciso
Quase impossível, pois querem o voô novo
Isso é que procuram desde que saem do ovo

Aves voam sempre, observam e procuram
E constantemente na fauna Buscam
Quem vai estar junto para caminhar, medos tirar
e principalmente estará junto no ninho para amar.

domingo, 21 de setembro de 2014

Registro

Quando um pato corre
não está pronto, com sorte
E se um avestruz morre
Não há hienas para este corte

Caminham 73 moscas para o canto
em direção ao avestruz, já morto
Enquanto abelhas dizem que não há zangão santo
bravas moscas percebem o olhar torto

Um Louva-a-Deus dança no anoitecer
O astro-rei diminui no coaxar do sapo
Apesar dos pesares, isso tudo foi lindo de ver


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Equilíbrio

A cada catorze joaninhas desaparecidas
nasce um Besouro desequilibrado
algumas centopeias puxando pro lado
e larvas de pulgões semi-agradecidas.

Um hominídeo repõe as catorze
o besouro mais desequilibra
centopeia mais pro lado pisa
e os pulgões mais tristes em pose.

E os bípedes vegetais não entendem
conflitam-se, se acusam, mentem
Claro, são ignorantes, não sabem que para isso equilibrar
basta o equilíbrio não forçar.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Quando a ave volta ao ovo.

Quando a ave retorna ao ovo
ela percebe a glória das formigas,
e a originalidade das baratas.

Isso não a assusta, apenas a felicita
apesar do lamento de sempre culpar
o coaxar dos macacos e o relinchar dos peixes.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Das Certezas.

Das oitenta e duas certezas de um albatroz pode ter
escolhi a número zero.
Parece ser a mais sensata, é aquela inata
que mostra as certezas como algoz

Não as leio em folhas de palmeira,
não, nenhuma, não há qualquer escrita certeza
As leio e creio por(em) minhas olheiras
dessa minha Mal-Bem-dita, natureza

Certezas incertas, dentro delas mesmas
são boas, ruins, todas em suas belezas
Mas toda certeza será um algoz
Pois são certezas de um albatroz.