sexta-feira, 31 de agosto de 2012

quinta-feira, 26 de julho de 2012

E se?

E se o sol fosse azul?
E se a lua fosse rosa?
E se a rosa fosse fruta?
E se você plantasse na rua?
E se um dia acontecer?
E se eu escolhesse por você?
E se você fosse para direita?
E se fosse para a esquerda?
E se você não conhecesse?
E se você fosse mal?
E se te pagassem com sal?
E se você plantasse beterrabas?
E se você caísse das escadas?

E se eu plantasse rabanete?
Eu cortaria meu pescoço com estilete.

E se você fizesse aquilo?
E se não fizesse?
E se você já soubesse?
E se não existisse o "se"?

terça-feira, 26 de junho de 2012

Um Poema

Chuva cai com a luz turva
Minha mão não faz toda a curva
Beterraba está na lua
Rabanetes estão na sua

As batatas não são fritas
O céu está em puro poente
Sua cor um vermelho contente
Iguais são aquelas fitas

Mais um dia que se foi
Mais um dia para esse boi
Mais um dia que se adia
Maravilhas não tardias

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Rabanetes

Rabanetes são pequenos
Rabanetes são do frio
Rabanetes são de solos arenos
Há rabanetes no rio

Rabanetes são vermelhos
Rabanetes são chatos
Rabanetes nem sempre são bons
Mas rabanetes são necessários

Rabanetes são cultivados em latifúndios
Rabanetes reclamam da própria horta
Mas sua pá não pode ser uma azul torta
Rabanetes querem grilos em outra porta

Rabanetes cobram do folheto
Aquilo que deveriam cobrar do agricultor

Rabanetes manipulam o pseudobonfruto
Rabanetes enganam o pseudoastuto
E se muito rabanete comer
Ele vai enganar você
Afinal não é à toa que rabanetes têm vitamina C



terça-feira, 15 de maio de 2012

Coisa de Rico

Degusta a língua o caviar
Senta-se na moda de etiqueta
Com o jatinho de ir aqui a acolá
E de casa ouro maciço maçaneta

Que diz-se com vasta classe
Com os detalhes do mais chique
Em robusta é a face
Dessa farsa que habita pau-a-pique

Mas nenhuma importa aparência
Nem ter todas essas abas
Para ser um rico com reverência
Precisa dar sempre ordem ao Jarbas

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Poema de Samos

Setecentos e quarenta e um
Vejo um cardume da atum
Mil oitocentos e vinte e três
Vejo vinho do português

Cinco é quem reproduz
Dois e três fazem a luz
Sete, onze duzentos e um
Harmoniza! Harmoniza um por um!

Catorze dividido por seis
Vejo música de siamês
E no dez esfera
Vejo água, fogo, ar e terra

Nos números há Lei
De todo o Universo Rei
Não estou livre completo
Não domino o númerobeto

E como numa sala de espetáculos
Entra-se, vê-se, sai-se
E escrevo este Número formoso
Pitágoras deve estar orgulhoso

segunda-feira, 26 de março de 2012

Coisa óbvia, coisa chata

Início, início, início
começo, começo, começo
Início, começo, início
Começo, início, começo

Meio, meio, meio
Durante, durante, durante
Meio, durante, meio
Durante, meio, durante

Conteúdo, recheio, recheio
Meio, durante, pura preguiça
Conteúdo, durante, meio
encheção de linguiça

Fim, fim, fim
Final, final. final
Fim, final, fim
Final, fim, Final

Que coisa óbvia mais chata