quarta-feira, 27 de abril de 2011

Finsperança

Da janela vejo céu nublado
Com meias piso no tablado
Arrumo o meu lençol e deito
Me viro e sinto dor no peito

Do lençol no tablado vejo
Águia em céu nublado desejo
Por voar longe ela poder
E por ti nunca sofrer

Caio em lágrimas no tablado
Não conformo não ter o lado
E como o sol sai do nublado assim
Contigo ao lado vou voltar a sorrir

domingo, 17 de abril de 2011

Choro

Atitude de alegria
Atitude de tristeza
Atitude de emoção
Resumo do coração

Pode representar tudo
Dor, alegria, alergia
É a fala do olhar mudo
as vezes vem com o sorriso da alegria

Mas aquela que sinto
É de dor forte, erro meu não minto
E choro com mais com a tristeza que se ponha
Detesto esse chorar
porém não tenho vergonha

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sofrimento

Dói irmão, dói
Não há como correr
Nem como fugir
Da dor do sofrer

Sentimento corrosivo
Provém da perda do definitivo
Causa-lhe péssima dor
Mas pelo menos sabes
que você sentiu amor

Se isso valeu ou não
quem sabe é coração seu
Só você sabe o valor
que deu ao seu amor

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Guanabara

Sempre formaste
O mais belo cenário
Suas águas
O mais belo aquário

Águas que refletem
O puríssimo azul do céu
Águas calmas...
E doces como mel

E essas imensas latas
Que em ti estão a navegar
deixando lixo, estacionadas
Jamais sua beleza irão tirar

Pena que ti mais belo cenário
Está cheio de latas de mercenário
Mas sua maravilha Guanabara
Impressiona a quem aqui já passara

domingo, 27 de março de 2011

Arrependimento

Muito o tratam como nobre
Esse triste sentimento
Ele deixa tua estima pobre
É a sua morte por um momento

Sentmento que não constrói
Humilha, machuca e destrói
Você que o inventou,
Faça-me o favor de desinventar

quinta-feira, 24 de março de 2011

Momentos Mágicos

Na noite escura
Tua beleza  pura
Emudece o barulho
Sinto-me em mergulho

O gesto afetuoso
O sorriso formoso
Que só em olhar
Faz-me desejar

E quando se assenta
Torço para a noite ser lenta
Mesmo sabendo
Que ainda há tempo

As nuvens despencam
Os abraços nos esquentam
E ao sentir o seu mel
Completo-me no céu

Na próxima alvorada
Desperto com saudade
Não seguro a ansiedade
De mais uma noite sagrada

E no meio da multidão
O balanço de seu corpo, atração
E a cada beijo e abraço
Mais forte fica nosso laço

O fim de noite meio triste
Deveria, mas não podia te soltar
Sabia que a veria no dia seguinte
Mas não queria esperar

Toda noite e todo dia
Sentindo a tua magia
E até quando vi seu outro lado
Seu carinho me fez sentir mais amado

O banco com nosso nome
As nossas marcas na areia
Contigo, a noite fica cheia
E seu amor me consome

A última alvorada
Até a natureza sente
Sol e chuva na gente
Mas na tristeza
De um adeus fica a certeza
Voltarei pra ti amada

terça-feira, 22 de março de 2011

Errar

Errar é humano
Porém acertar não é divino
O erro cobre tua face com um pano
O acerto te traz a alegria de um menino

O erro não uma coisa do mal
Pode até baixar seu astral
Mas não insista no erro
Pois a angústia te sacrificará como bezerro

A melhor coisa do acerto é o reconhecimento
E do erro (dizem) o arrependimento
Pois se de um erro você se arrepender
Com ceteza o perdão você vai ter

Não viva errando em função do perdão
Muitos erros causam em seu peito
Uma grande solidão
E o erro que você insiste em cometer
Não é mais erro, é defeito

Nunca tente a perfeição
A perfeição não é coisa divina
Não lhe trará a alegria de uma menina
Te deixará mais solitário que uma pessoa sem perdão